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O foco principal de Charles do Bronx: Ir com tudo

"Se for para o chão, vou para pegar, mas não posso dar nenhum vacilo, pois ele também é um cara que finaliza. Em cima, quero o nocaute. É uma luta dura, mas vou com tudo.” - Charles do Bronx

“Estou preparado, muito feliz por estar no card principal e agora é só cair para dentro!”  

Foi exatamente desta forma que Charles Oliveira (16-2), mais conhecido como Charles do Bronx, iniciou a entrevista, antes mesmo de receber qualquer pergunta. O lutador da Baixada Santista, em São Paulo, está confiante para o desafio contra Cub Swanson (17-5), neste sábado, no Canadá, válido pelo UFC 152. Mais que isso, o jovem atleta, de 22 anos, está feliz por participar de uma edição tão badalada do UFC.  

“É muito bom estar num evento deste porte, em um card com Jon Jones e Vitor Belfort em ação, dois lutadores ótimos. Sei que muita gente vai estar assistindo. Estou 100% preparado para esta luta, que vai ser muito importante para mim. Se era para treinar muito, treinei mais ainda e estou bem focado. Vou pegar essa vitória.”

Após cinco lutas no Ultimate entre os pesos leves, Bronx atendeu ao pedido de muitos e desceu para os penas. Cub Swanson é seu terceiro adversário na nova categoria, em que Charles já conseguiu dois triunfos. A adaptação na nova divisão está sendo boa.  

“Não tenho muita dificuldade de bater o peso e cada vez a minha equipe vem fazendo um trabalho mais perfeito neste sentido. Fiz tudo certinho, a suplementação para não perder energia e tudo mais. Foi um trabalho sério em todos os sentidos, seja na preparação física, na parte técnica e para perder peso. Cara, estou muito bem em tudo”, comenta.  

No entanto, as diferenças não estão apenas na perda de peso. Outros fatores são levados em conta, o que, segundo o lutador, está sendo favorável.  

“A agilidade muda muito, a galera se movimenta o tempo todo, joga rápido. No peso leve, os caras eram bem mais fortes, eu tinha mais dificuldade com o pessoal que gosta de derrubar. Neste peso o pessoal também é forte, mas o jogo é diferente. Gosto de trabalhar a explosão e é isso o que acontece entre os penas.”  

Charles considera Swanson, que vem numa serie de duas vitórias, um oponente perigoso. Cub já lutou contra grandes atletas, entre eles José Aldo, atual campeão da categoria, quando acabou derrotado, em junho de 2009, no WEC 41. Em seu cartel, o americano conta com seis nocautes e sete finalizações.

“Ele é um cara que vinha com muitas finalizações, mas aperfeiçoou a parte de boxe e passou a trabalhar sempre andando para frente, trocando porrada, e também passou a nocautear”, analisa. “Dessa vez não trabalhei em cima do adversário, trabalhei o que eu faço de melhor para fazer uma luta boa. Estudei o que ele faz, ele tem bons ataques cruzando os socos, sempre indo para cima. Mas me preocupei com o meu muay thai, boxe e o jiu-jitsu, que é o meu carro chefe. Estou preparado para vencer, estou muito melhor que na última luta. Se for para o chão, vou para pegar, mas não posso dar nenhum vacilo, pois ele também é um cara que finaliza. Em cima, quero o nocaute. É uma luta dura, mas vou com tudo.”

Para a dura missão e seguir com força na categoria de penas, Bronx pôde contar com a ajuda de muitos. Na verdade, de um exército de lutadores, seus companheiros de treino no litoral de São Paulo. Charles manteve as raízes.  

“O treinamento foi todo feito no Brasil, não fui fazer o camp nos EUA”, explica. “Treinei em Santos, no centro de treinamento do Macaco (Jorge Patino), com o meu professor, Ericson Cardoso, e também no meu centro de treinamentos. Peguei pesado em tudo, no boxe, muay thai, jiu-jitsu, preparação física. Tive uma galera muito grande me ajudando, não dá nem para dizer o nome de todos. Toda a molecada veio me ajudar, todo mundo em cima de mim, me jogando para frente. O trabalho foi realmente muito duro. Tenho que agradecer a toda essa galera, eles batalharam muito comigo.”