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Yan e Tiago demonstram a força do jiu-jitsu no TUF Brasil 2

Representantes do Time Werdum souberam explorar bem os oponentes para abrir vantagem no placar e seguirem vivos na disputa 

O terceiro episódio do TUF Brasil 2 selou o destino de quatro concorrentes. Nas duas lutas travadas no Octógono,Tiago Alves dominando no chão Tiago Alves e Yan Cabral seguem com suas ambições no programa, enquanto Cleiton Foguete e David Vieira, derrotados, agora terão que encontrar ânimo para ajudar os companheiros do Time Nogueira, que perde por 2 a 0 na disputa contra o Time Werdum. Apesar do revés, o sonho não acaba para Foguete e David, que podem reaparecer na repescagem. Mas para conseguirem tal sobrevida, devem compreender que a experiência na casa do TUF Brasil é única, uma grande oportunidade para se desenvolver como lutador e, inclusive, consertar os erros do revés sofrido. Trabalhar ao lado de grandes atletas e ser treinado por ícones do UFC como Rodrigo Minotauro e Fabrício Werdum é valioso para as pretensões que qualquer lutador.

No MMA, Tiago Alves é o menos experiente do programa, com apenas três lutas. Mas isso não o impediu de dominar completamente o mais experiente Cleiton Foguete, com 12 vitórias em 13 desafios. Cria do mestre de judô e jiu-jitsu Marcos Barbosinha, que já derrotou feras da arte suave como Royler Gracie, Tiago acumulou muita experiência nos tatames, com títulos nacionais e internacionais usando o kimono. E foi com a especialidade na luta agarrada que o faixa-preta paulista explorou a grande falha de Foguete. Méritos também para o capitão Fabrício Werdum, que provavelmente observou a brecha no jogo de Cleiton ao escolhê-lo contra Alves.

Durante os dois rounds, Tiago encurtou a distância para quedar e controlar no chão. Com uma movimentação progressiva no solo, mantinha a luta na sua zona de conforto, tendo chegado perto da finalização algumas vezes. Apesar do poder de nocautes, Cleiton Foguete sucumbiu diante da clara deficiência no wrestling e jiu-jitsu, reservando-se apenas a se defender. No seguimento do programa, se quiser ter chance na repescagem e até de brilhar no Octógono do UFC, Foguete tem que evoluir como grappler. Ao lado de Minotauro, não faltará oportunidade para suprir a deficiência. Por outro lado, Tiago Alves demonstrou que não é cego nos chutes e socos, embora a trocação ainda seja seu ponto mais fraco.

Uma das particularidades do TUF Brasil 2, entre os 14 concorrentes estão grandes especialistas em jiu-jitsu. Vale lembrar que muitos atletas do UFC têm essa raiz, como, por exemplo, os próprios capitães Minotauro e Werdum. Vencedor da segunda luta do episódio, Yan Cabral também tem esse histórico. Professor na Europa e competidor reconhecido na arte suave, chegou ao programa com o cartel de dez finalizações em dez lutas de MMA. Com combates no Brasil, Europa e até no Japão – este contra a lenda japonesa Kazushi Sakuraba -, sua maior experiência foi fundamental contra David Vieira.

Yan leva a melhor David também é representante do jiu-jitsu e coincidentemente também havia finalizado em todas as lutas no MMA, ao todo quatro. E foi o que ele tentou contra Cabral, com uma justa chave de calcanhar, estrangulamento (triângulo de braço) e escorregadas ariscas paras as costas. Yan teve a calma necessária nos momentos de perigo e logo passou a controlar. Jogar no seu terreno facilitou e a finalização veio na segunda parcial, um justo mata-leão. A tensão ficou por conta apenas da lesão na mão que Yan acusou ainda no primeiro round e a sua permanência na disputa é um mistério que segue até o próximo episódio.

Apesar da derrota de dois dos membros do Time Nogueira diante do jiu-jitsu mais forte dos oponentes, o intrigante é que o maior especialista da casa neste sentido ainda não entrou em ação. E ele está justamente na duplamente derrotada equipe de Minotauro. Trata-se de Leo Santos, um dos maiores campeões da arte suave.

Com tantos cascas-grossas da luta de kimono, a disputa pelo prêmio de melhor finalização (R$50 mil) será acirrada. Mas fica também a expectativa de ver como os grapplers se sairão diante de trocadores como Pedro Iriê, Neilson Gomes e Willian Patolino ou atletas mais híbridos como Luiz Besouro, Santiago Ponzinibbio, Thiago Marreta e Viscardi Andrade, que se sobressaem nos dois terrenos.