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Sapo prepara surpresas em Jaraguá

Faixa-preta, representante do jiu-jitsu de Renzo Gracie, acredita que o caminho contra estreante pode ser a trocação 

Rafael Sapo, peso médio do UFCVindo da capoeira, Rafael “Sapo” Natal acabou ficando conhecido por conta de outra arte marcial tradicionalmente brasileira, o jiu-jitsu, faixa-preta de Vinicius “Draculino” Magalhães e hoje representante da equipe Renzo Gracie, em Nova York. Há quase cinco anos sem se apresentar no Brasil, o lutador não hesitou quando foi convocado para substituir o contundido Cesar Mutante. Muito menos quando soube que seu oponente Chris Camozzi foi substituído há poucas semanas do desafio. Neste sábado, no UFC no Combate 2 – Belfort x Rockhold, Rafael encara o estreante João Zeferino, que vem embalado numa série de sete triunfos.  

“Fiquei sabendo que iria lutar 45 antes e aceitei na hora. O importante foi que eu não havia parado os treinos depois da minha última apresentação”, conta Sapo, que não se importou com a mudança repentina de oponente.  

“Normalmente eu mantenho o treinamento, mesmo quando não estou com alguma luta marcada. Já vinha trabalhando de cinco a seis horas por dia, então tive apenas que aumentar a intensidade disso e ir ajustando o meu jogo. Está tudo em cima”, garante o atleta.  

Tendo o jiu-jitsu como principal habilidade, Sapo contou com toda a atenção do ícone Renzo Gracie neste quesito. Não a toa, conta com oito finalizações contra três nocautes, tendo 15 triunfos e quatro derrotas no cartel, além de um empate. Mas seu oponente, João Zeferino também tem a luta de chão como fator forte, finalizou em nove das suas 13 vitórias (quatro derrotas). Num confronto de estilos, surpreender com outras “cartas” pode ser um trunfo decisivo. Neste sentido, Sapo teve uma ajuda especial, Phil Nurse, que já afiou o muay thai de feras como o campeão meio-médio do UFC Georges St-Pierre, o campeão meio-pesado Jon Jones e o ex-campeão peso leve Frankie Edgar.  

“Minha parte em pé está melhorando a cada dia. Claro, sigo focando no meu jiu-jitsu. Mesmo sendo um faixa-preta, se não treinar o nível acaba caindo. É o meu carro chefe, não posso deixar de focar nele, mas estou preparado em todas as áreas e posso surpreender”, enfatiza.  

Outro fator estimulante é voltar a se apresentar no Brasil após quase cinco anos longe. Desde que se mudou para Nova York, Rafael lutou apenas nos Estados Unidos e no Canadá. Apesar de ter pela frente em Santa Catarina um atleta local e a maior parte do público provavelmente contra, Sapo que fazer bonito no seu país.    

“Antes de ir morar nos EUA, cheguei a fazer oito lutas no Brasil. Voltar agora, pelo UFC, me traz uma expectativa enorme. Vai ser como se fosse uma nova experiência”, termina. 

Em busca da quarta vitória na sétima apresentação no Octógono do Ultimate (duas derrotas e um empate), Sapo ganha moral com os organizadores ao aceitar lutar com pouca antecedência, mesmo tendo o adversário trocado. Se bater Zeferino neste sábado, poderá almejar vôos mais altos entre os pesos médios.