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Rich Franklin - Encontrando a paixão pelo esporte novamente

Por Thomas Gerbasi     

       

Se você quiser se queixar de ser sobrecarregado, basta dar uma olhada na campanha de Rich Franklin em 2009: janeiro - Dan Henderson, na Irlanda; junho - Wanderlei Silva na Alemanha; setembro - Vítor Belfort, em Dallas.     

       

Três lutas, três treinamentos, muitas milhas voadas com frequência, e que nem sequer citamos a qualidade dos oponentes - uma 'sequência assassina' que iria testar qualquer lutador. E considerando que Franklin já havia sido testado antes contra Anderson Silva (duas vezes), Evan Tanner (duas vezes), Yushin Okami e Lyoto Machida, isso é diz muito.     

       

"É difícil ficar bem todo o tempo e tentar executar da maneira que você quer. Minha luta com o Vitor em setembro do ano passado é o exemplo perfeito disso. Se você comparar o MMA ao boxe e pensar sobre os nomes que eu estou lutando neste esporte de uma forma consistente, os pugilistas simplesmente não fazem isso com a rapidez que fazemos, é realmente difícil e desgasta você, tanto física quanto mentalmente".      

       

Assim, após a derrota no primeiro round para Vítor no evento principal do UFC 103, o ex-campeão peso médio precisava de uma pausa.     

       

"Eu fiquei algum tempo afastado e foi a primeira vez que fiz isso apenas para me afastar mesmo. Normalmente, se eu fico um tempo fora é porque eu tenho uma lesão ou algo assim. E, obviamente, neste momento eu aproveitei para operar uma hérnia também. Mas meu treinamento chegou a um ponto onde você vai na academia todos os dias e você está tipo assim, 'cara, eu tenho que fazer isso de novo?' E é aí que você realmente vê alguns problemas. Mas afastado fui capaz de me sentar, olhar as coisas e dizer à mim mesmo 'eu sou pago para treinar'. Mesmo se eu não estou lutando, vou trabalhar e eu vou estar na academia, então eu agradecia à Deus, porque eu sou pago para fazer algo que eu realmente amo fazer e ter algum tempo livre faz com que você chegue ao ponto onde de ansiedade em voltar para a academia, e foi exatamente o que fiz".    

       

E quando Franklin começou a pensar em ligar para o presidente do UFC Dana White para que soubesse que ele estava pronto para voltar ao octógono, White ligou para o nativo de Cincinnati e pediu-lhe para ocupar a vaga de Tito Ortiz na no The Ultimate Fighter 11 e também preencher para a lacuna deixada pelo 'The Huntington Beach Bad Boy' contra Chuck Liddell no evento principal do UFC 115 neste sábado, em Vancouver.     

       

Franklin aceitou, e após sua semana no reality show da TV Spike, ele voltou para a academia e à rotina, mas, desta vez, ele está teve uma abordagem diferente para separar sua vida de lutador de sua vida fora do octógono.     

       

"Eu faço um bom trabalho no meu período de inatividade, para ter certeza que eu separo completamente luta da vida pessoal. Uma das coisas que eu costumava fazer era treinar e, quando eu acabava, ficava conversando com meus amigos por um tempo, e chega ao ponto em que mesmo quando você não está treinando, você está na academia e fica o sentimento que você nunca teve uma folga. Agora que estou completamente desprendido das coisas, eu estou dando o intervalo mental que preciso".    

       

Sentindo re-energizado, Franklin tem uma situação quase idêntica à do seu adversário deste fim de semana, Liddell entrar em campo com seu melhor e busca se recuperar das derrotas. Franklin leva um pouco de vantagem, uma vez que venceu Wanderlei Silva no ano passado, perdeu uma decisão controversa para Henderson, e antes disso havia vencido duas lutas seguidas por nocaute técnico sobre Travis Lutter e Matt Hamill. Mas o 'Ace' vê as semelhanças, e enquanto ele espera estar no seu melhor no sábado, ele também figura que Liddell também estará.     

       

"Chuck parece que ele está na melhor forma que eu já vi, e com este tempo afastado provavelmente o ajudou a se redefinir da mesma que fiz. Eu imagino que alguns dos problemas que Chuck estava passando foram alguns dos mesmos problemas que estavam me incomodando. Imagino que com essa luta, vamos ver o melhor Chuck Liddell que temos visto em muito tempo ou, eventualmente, que eu já vi".     

       

Se for esse o caso, então haverá muita celebração dos fãs e uma sacudida na carreira do vencedor de sábado à noite. Quanto a Franklin, que ficava contente em fazer lutas com os grandes nomes do esporte para agradar a multidão depois de perder seu título dos médios para Silva em 2007, ele espera que uma vitória o coloque em um caminho diferente - para a coroa dos meio pesados.    

       

"É a clássica história da Cinderela - para qualquer atleta ou qualquer pessoa em qualquer tipo de trabalho na vida, isso é o que eles querem fazer. Eu quero tentar o primeiro lugar novamente, seria ótimo voltar ao topo, e quando eu chegar lá eu vou descobrir para onde ir a partir daí. Então eu acho que lutas com alguns dos grandes nomes do esporte me levarão até lá e, obviamente, essas lutas contra caras como Chuck Liddell vão me colocar em uma posição para começar isso de novo".     

       

E ganhe ou perca, é certo dizer que o Rich Franklin descobriu a sua paixão pelo esporte novamente, o que nunca é uma coisa ruim.     

       

"Eu amo a concorrência e é nisso que eu sou bom. Neste momento da minha vida, não consigo me imaginar fazendo nada além disso. Se você fosse um médico e viesse até mim e dissesse, 'Rich, você nunca poderá lutar de novo', eu iria sentar aqui e perguntar o que eu faria. Não há nada que eu realmente goste como eu gosto da luta e do treinamento. Faço o que eu amo e eu realmente preciso agradecer a Deus pelo fato de não estar preso a trabalho que eu odeio".