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Rafaello 'Tractor' Oliveira: "Com certeza lutei sob pressão"

Por Martins Denis

O alivio de uma vitória, o sentimento do dever cumprido - não há nada melhor no mundo do MMA. Principalmente quando você vem de uma derrota no UFC e vai para a segunda luta com um peso nas costas.   

Rafaello "Tractor" Oliveira sentiu na pele essa emoção, ou melhor essa pressão, em seu segundo compromisso na organização que rolou na edição 108 do maior palco do mundo do MMA no último dia 2 de janeiro. Enfrentando John 'Guns' Gunderson na primeira luta da noite, o peso leve recifense sabia o que uma nova derrota poderia representar em sua carreira no UFC.  

 

"Com certeza lutei sob pressão", ele afirma. "Mas fiz o dever de casa e trouxe a vitória. Na estréia deixei o resultado escapar no último round, porque eu estava querendo dar show e infelizmente o resultado foi negativo. Mas o UFC gostou da atuação".  

  

Para aqueles que não assistiram a luta e leram as declarações de Rafaello, fica a impressão que ele não soltou o jogo diante de Gunderson, apenas lutou para garantir a vitória. Mas não foi o que aconteceu e, apesar de um pouco mais metódico do que na estréia, o atleta de 27 anos foi dominante e credita ao bom condicionamento a chave do sucesso.  

  

"Dessa vez não fiquei doente, nem me machuquei durante os treinamentos", ele disse. "Treinei preparação física com o Martin Rooney e tive muita consistência nessa fase, pois na luta anterior cheguei a ter três diferentes treinadores físicos".  

Durante os três rounds de luta, ficou claro que a estratégia do brasileiro era mostrar a superioridade do seu jiu-jitsu diante de Gunderson. E mesmo o americano possuindo um bom número de finalizações em seu recorde, Rafaello estava com o intuito de forçar ele a dar os três tapinhas.  

 

"Ele é casca-grossa, 28 lutas como profissional, 14 como amador e 18 como boxer amador," Rafaello comenta das credenciais do adversário para em seguida completar. "Então a estratégia era levar para o chão e finalizar, infelizmente não consegui. Acho que até poderia ter castigado ele mais, mas eu estava pensando no bônus de finalização da noite (risos)".  

  

O bom humor do representante da Premier Martial Arts, que conquistou sua décima vitória em 12 lutas, logo vira seriedade quando o assunto no que ele precisaria melhorar em seu jogo para a caminhada em 2010 na categoria leve do UFC.  

"Eu sou muito crítico, sei que poderia ter lutado melhor, mas felizmente sai sem um arranhão", disse Rafaello. "Já voltei aos treinos e estou sempre em busca de melhorar em todos os fundamentos, wrestling, jiu-jitsu, trocação e condicionamento físico".