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Patolino e Leo Santos, personagens da reação

Menos experiente e candidato mais veterano, lutadores carregam histórias distintas no mundo das lutas e dão início à recuperação do Time Nogueira    

A celebração pela 1ª vitóriaO quinto episódio do The Ultimate Fighter Brasil 2 pode marcar o início da virada do Time Nogueira. Com vitórias dos cariocas Willian Patolino e Leonardo Santos, a equipe comandada por Rodrigo Minotauro tirou boa diferença do Time Werdum, que liderava a disputa com três triunfos seguidos. Mais que isso, o episódio deixou evidente que Leo Santos e Patolino seguem forte na competição. A confiança voltou a brilhar nos olhos dos participantes capitaneados por "Big Nog".    
         Voltando ao The Ultimate Fighter Brasil 1, Fabrício Werdum, na época entre os treinadores do Time Wanderlei, enfrentou dificuldades. Era tanta a superioridade da equipe comandada por Vitor Belfort, com 7 a 1 no placar, que Dana White, presidente do UFC, teve que intervir e redistribuir os participantes. Agora como capitão, Werdum vivia a situação inversa no TUF Brasil 2. Após três bons resultados seguidos, a pressão estava toda sobre os ombros de Minotauro. Com o “poder da escolha”, o gaúcho indicou seu representante Thiago Marreta contra Willian Patolino. E foi aí que entrou em ação um dos personagens que, até então, está entre os mais marcantes da edição.    

Falastrão, provocador e corajoso. No programa, toda vez que chega a hora de casar os confrontos, Patolino prontamente se apresenta. Finalmente veio a primeira oportunidade para o atleta mais novo da casa, com apenas 21 anos. De origem humilde, nascido em São João do Meriti, na Baixada FluminensePatolino do Rio de Janeiro, e raízes no muay thai e wrestling, Willian talvez fosse a grande incógnita dentro da casa. Seu cartel invicto, com seis vitórias, sendo cinco por nocaute e uma por finalização, claro, são um excelente cartão de visitas. Mas a juventude e a falta de vitórias contra atletas mais rodados abriam margem para dúvida. Enfim, a casa do TUF Brasil 2 reúne lutadores com larga experiência no MMA que, na teoria, figuram como favoritos.             Patolino, acima de tudo, mostrou segurança na vitória contra Marreta. Controlou o oponente, sem sustos, e em situações distintas como trocação, quedas e no chão. O desempenho, somado ao rápido nocaute em Roberto Corvo na fase eliminatória, mostra que o lutador é mais que um atleta promissor. Se para alguns ele era uma reprise do falastrão Anistávio Gasparzinho, do TUF Brasil 1, que acabou precocemente eliminado, Patolino já deu a primeira resposta. Aliás, o lado brincalhão e provocador podem ser uma forte arma contra os adversários.             Ao contrário de Patolino, Leo Santos, segundo personagem da "recuperação Nogueira", desde criança dá indícios de que nasceu para brilhar no mundo das artes marciais. A família de Leo, que também é de origem humilde, tem sucesso seja no jiu-jitsu ou no MMA. Seu tio, Wendell Alexander, é um dos Leonardo Santosfundadores da Nova União, equipe de feras como o campeão do UFC José Aldo. Já seu irmão, Wagnney Fabiano, brilhou em eventos de MMA como o WEC e foi o primeiro professor de jiu-jitsu do campeão do UFC Georges St-Pierre. E, já que mencionei GSP, vale ressaltar que Santos o finalizou numa luta de Grappling no tradicional torneio ADCC, em 2005.                    Com 33 anos, Leo Santos é mais que um supercampeão de eventos de jiu-jitsu, apresentação que carrega desde a infância. Quando foi escolhido para encarar Juliano Ninja, trazia na bagagem vitórias em combates de MMA no Japão e Europa. Mais que suficiente para o triunfo, também sem sustos, abusando das quedas e sua força na arte suave.             Podemos dizer que Werdum pecou por não decifrar a "incógnita" Patolino. Talvez tenha subestimado o irreverente personagem de cabelos tingidos. Por outro lado, Minotauro aproveitou a chance que surgiu e foi certeiro no casamento da luta Santos vs Ninja. O jogo de Leo encaixou perfeitamente contra o do oponente. Pode ser o início da virada. Os próximos episódios dirão.