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O sonho de estar no UFC por Carlos Eduardo Ozório

Jornalista carioca conta como foi a experiência de passar a integrar o time brasileiro da Zuffa

Meu primeiro contato com as lutas foi aos seis anos de idade. Assistia às aulas de judô no prédio e logo pedi aos meus pais para praticar. Isso foi em 1983. De lá para cá, treinei taekwondo, kick boxing, boxe e jiu-jitsu, esta última a modalidade que mais me dediquei e que cheguei à faixa-preta. Na arte suave, pude acompanhar de perto os grandes talentos da lendária academia Carlson Gracie, atletas que fizeram história no MMA e, consequentemente, no UFC. Lutadores que já detiveram o cinturão como Murilo Bustamante e Vitor Belfort, por exemplo.

Desde as primeiras edições do Ultimate Fighting Championship, a partir de 1993, quando Royce Gracie brilhou para o mundo, o evento passou a ser o sonho de qualquer praticante de artes marciais, o ponto máximo na vida de um lutador. Quando passei a acompanhar o esporte por outro olhar, dentro da perspectiva jornalística, vi de perto a carreira de diversos atletas que almejavam estar dentro do Octógono. Muitos ficaram pelo caminho, poucos conseguiram. Entre estes poucos, a mesma declaração se repete ao decorrer dos anos, de forma natural e sincera: “Realizei o maior sonho da vida”, é o que dizem.   

Não vou mentir, este também era o meu sonho. Estar dentro da organização parecia algo impossível, como quando um garoto almeja ser um famoso jogador de futebol, desejo normal entre as crianças brasileiras. Aliás, vontade esta que campeões do Ultimate como Anderson Silva e José Aldo já tiveram! Quis o destino que o meu sonho se realizasse, mas de outra forma. Aconteceu através do jornalismo, diga-se, função que hoje exerço bem melhor do que a luta.

Houve o primeiro contato e depois de momentos de expectativa, adrenalina, desespero... Após tudo isso, chegou no meu e-mail o OK da Zuffa. Escrever artigos para o UFC, garanto, é uma alegria tão grande como estar dentro daquelas grades. Tudo bem, fico ao lado delas, numa situação totalmente segura! Mas o desafio e a sensação de vitória, de dever cumprido, e a responsabilidade de corresponder às expectativas, encaro como se fosse uma luta contra o campeão de pesos pesados!

Minha estreia aconteceu no UFC Rio: Aldo vs. Mendes, no Rio de Janeiro. Não sei se é sorte ou o destino, mas foi uma edição incrível. Circulei por áreas do evento que jamais imaginei ter acesso, assisti a tudo de perto e, o mais importante, dei o máximo para fazer um bom trabalho. De certa forma, tudo exatamente igual ao que os grandes campeões fazem. A minha primeira “luta” no UFC posso dizer que venci. Mas isso não basta, quero o cinturão!

Até a próxima!