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Maldonado: Mudanças em prol da vitória

Depois de estrear com vitória no UFC, lutador amarga derrotas, mas, mesmo assim, não deixa de impressionar o público

Apesar de vir numa série de três derrotas, Fabio Maldonado ganhou moral depois da apresentação contra Glover Teixeira, no UFC Rio 3. Duramente castigado, ainda conseguiu acertar alguns golpes potentes no oponente e, mesmo com a interrupção médica no intervalo do segundo para o terceiro round, queria prosseguir no confronto. Aplaudido pelo público, Maldonado espera agradar os fãs novamente no UFC no Combate 2 – Belfort x Rockhold, no próximo sábado, quando terá Roger Hollett pela frente. No entanto, desta vez o especialista em boxe pretende sair a qualquer custo com a segunda vitória na organização. Por conta disso, uma reviravolta nos treinamentos.

“Tudo mudou no meu camp”, avisa Maldonado, que prossegue: “Dessa vez, fiz quase tudo em Sorocaba, minha cidade. Também fiz bastante coisa com o Demian Maia, que me ajudou muito. Tive a ajuda do Daniel Sarafian, além de uma galera grande. Em Sorocaba, teve uma turma forte, Ricardo Ribeiro, Leandro Rufino, Alexandre. Quem comandou tudo foi o Patricio 'Pitbull' Freire.”

Cria do boxe brasileiro, com diversos títulos nacionais, Maldonado (18v-6d) vai ter pela frente um especialista na luta agarrada. Hollett (13v-4d) tem sete finalizações no cartel, contra quatro nocautes a favor.

“Ele é um cara do wrestling, mas não é bobo nas outras áreas. Ele tem um cruzado perigoso em pé, mas acredito que sou melhor que ele não apenas no boxe, no jiu-jitsu também”, analisa.

O grande risco na luta é ser derrubado. Mas, se isso ocorrer, o brasileiro se sente preparado. Seu treinador para o desafio, Patrício Pitbull tem experiência na luta de chão. O trabalho com o especialista Demian Maia, um dos maiores finalizadores do UFC, também deve ajudar Maldonado, que é faixa-marrom na arte suave.

“Acho que tenho mais jiu-jitsu que ele, sou melhor que ele no chão. Ele é um cara forte, não dá para menosprezar. Enfim, até o Minotauro já foi finalizado, imagina? Mas vai ser mais fácil eu pegar ele no chão que o contrário. A luta no solo é para mim. Meu único medo é que tem apenas 15min e ele pode entrar numa de querer ficar me agarrando e amarrar. Mas treinei para isso também.”

Independentemente disso, o lutador não esconde que a estratégia é buscar contra o canadense o que já conseguiu concretizar em 12 oportunidades.

“Vou atrás do nocaute. É isso o que sempre busco e não vai ser diferente. Mas, se ele me derrubar, não vai ter moleza.”

Em uma lua no UFC tudo é possível. Como numa roda gigante, ora você pode estar por baixo e, logo em seguida, por cima. Maldonado já passou por muitas dificuldades no Octógono, mas nunca deixou de mostrar seu poder de fogo. Em Jaraguá do Sul, o paulista quer sair por cima.

“A gente sempre pode errar. A lua não é algo que sempre dá certo, um arco iris de alegria. Fazemos um plano e às vezes as coisas não dão certo e muda tudo." Disse o sorocabano. "Prometo que vou ser eu mesmo, escutei os meus treinadores, o Patrício Pitbull. Sei das minhas qualidades e vou para vencer.”