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Entrevista pós-luta com Hugo Wolverine

No sexto episódio do TUF Brasil, Hugo Wolverine não teve moleza contra Marcos Vinicius Vina. O combate definiu o terceiro componente dos pesos penas nas semifinais do reality show do UFC (os outros são Godofredo Pepey e Rodrigo Damm).

Depois de levar vantagem no round inicial, Hugo Wolverine viu Marcos Vinicius Vina responder a altura e deixar a disputa parelha. Mesmo assim, na opinião dos jurados Hugo levou a melhor por decisão unânime. Mais que isso, o resultado significou outra vitória para o Time Vitor, que abriu 5 a 0 contra a equipe comandada por Wanderlei Silva.

A decisão não agradou Wanderlei. Para o capitão do time azul, Vina venceu o segundo assalto, o que significaria a necessidade de mais um round. No entanto, Wolverine analisa de forma diferente.

“Acredito que venci bem o primeiro round e o segundo de forma mais apertada. Consegui conectar bons golpes e uma boa queda no assalto inicial. Acho que fui mais objetivo na trocação e defini dois rounds a zero”, declara.

Sobre o início avassalador do Time Vitor no programa, Wolverine não esconde o que está fazendo a diferença. Com pouco tempo para introduzir na equipe novas técnicas e estratégias, Belfort foca mais na cabeça de cada lutador.

“O que fez a diferença neste início foi o trabalho psicológico que a equipe do Belfort efetuou com os atletas. Fizemos de uma forma que não exigíamos tanto do lutador em termos de atividade física e treinamento. Exigia mais a concentração e o foco. Acho que foi determinante essa ênfase na motivação para canalizar o dom que nós temos.”

Foi a quinta vitória e a euforia que toma conta do time verde a cada triunfo às vezes incomoda os membros do outro grupo de atletas, confinados na mesma casa.

“Quando a gente está vencendo, está feliz. Comemoramos sempre com muito respeito ao pessoal do time azul, mas não temos como deixar de expressar a nossa alegria num momento tão bom. Espero não ter incomodado ou desrespeitado alguém do outro time. Pô, a galera estava feliz para caramba, tinha mais que comemorar mesmo (risos)!”, minimiza Wolverine.

O resultado positivo contra Vina foi por decisão unânime. Evidência curiosa, as cinco vitórias oficiais de Wolverine no MMA também foram por decisão dos jurados. Hugo explica um pouco do seu estilo de luta e afirma não sentir pressão para definir antes do gongo final.

“Quando faço as minhas lutas, busco ir de uma forma bem estratégica e pontuar. O nocaute e a finalização são fruto do trabalho e, se procuro fazer da melhor maneira possível, eles aparecerão. Na entrada para a casa, por exemplo, eu venci com uma cotovelada. O importante é continuar desenvolvendo e trabalhando, não posso pensar apenas no golpe perfeito, tenho que pensar no trabalho como um todo e o nocaute e finalização virão como consequência.”

Wolverine, que nasceu numa pequena cidade de São Paulo e logo se mudou para a Bahia, começou a praticar lutas com nove anos de idade, seu primeiro contato foi com o taekwondo. Nascido em 26 de setembro de 1982, aos 29 anos de idade segue com o sonho de participar da primeira edição do TUF Brasil.

“Os lutadores na casa são bem completos e com ótima qualidade técnica. As lutas do TUF Brasil estão sendo um diferencial. Também acho que, no final das contas, o pessoal está unido lá dentro e não há muita confusão. Estamos mostrando uma maturidade bacana, um bom exemplo.”

Confusão? Bem, parece que teremos um pouco disso no sétimo episódio. O fato de os amigos Gasparzinho e Rony Jason terem que se enfrentar esquentou o clima entre Wanderlei Silva e Vitor Belfort. Neste domingo, na Globo, logo após o Fantástico, mais um episódio inédito do TUF Brasil.