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Encarando Fitch no UFC Rio 3, Erick Silva afirma: 'Meu jogo se encaixa bem contra o dele'

"Ele não é excepcional em diversas áreas, ele faz o feijão com arroz, muito bem. Estou preparado." - Erick Silva      

Erick Silva, o Índio, há algum tempo é apontado como uma das grandes promessas brasileiras no MMA. Desde os tempos nos eventos no Brasil, quando acumulou vitórias e conseguiu seu primeiro cinturão, Erick (14v-2d-1NC) se mostrou um atleta que costuma se superar. No UFC Rio 3, neste sábado, contra o experiente Jon Fitch (26v-4d-1d, 1NC), o lutador colocará sua fama em prova.
       
O início de Erick no MMA foi meio sem grandes pretensões. Lutador de jiu-jitsu, estreou com vitória em junho de 2005. Alguns anos depois o atleta viu que este era o seu caminho. Partiu do Espírito Santo para o Rio de Janeiro e passou a treinar ao lado de astros como Minotauro Nogueira e Anderson Silva, atletas que também estarão em ação no UFC Rio 3.        

"Quando vim para o Rio, dormia na academia e não foi um período fácil. Até mesmo na alimentação tinha que racionar. Entretanto, foi nesta época que evolui e vi o que era treinar profissionalmente. Estava ao lado de todos os campeões, Anderson, Minotauro, Rogério Minotouro, Rafael Feijão... Isso fez aumentar ainda mais a minha vontade, tinha eles como exemplo."    
    Erick emplacou uma sequência de vitórias, ao todo oito, e conquistou o cinturão do Jungle Fight, uma organização tradicional no Brasil. Depois disso veio a oportunidade no UFC. O Índio estreou na organização em agosto de 2011, no Rio, e tratou de nocautear rapidamente Luis Beição, em apenas 40 segundos. Na sua segunda apresentação, a inesperada derrota para Carlo Prater poderia ser um banho de água fria. Na verdade, Erick nocauteou em 29 segundos, mas o árbitro Mario Yamasaki interpretou que alguns golpes foram ilegais, por serem na nuca, e acabou desclassificando o lutador. No entanto, o que poderia desestimular teve o resultado inverso.      
 "É até engraçado dizer isso agora, mas isso me motivou ainda mais. Tive uma ótima resposta do público e do UFC, muita gente ficou do meu lado e me apoiou, disseram que eu fui o verdadeiro vencedor", comenta.    
   "Percebi que as pessoas gostavam de mim, muita gente veio me dar força e acho que, depois disso, passaram a prestar mais atenção em mim."        

Em seguida, Erick teve nova chance no Octógono, contra Charlie Brenneman, em junho deste ano. Dessa vez a vitória foi por finalização, também no primeiro round. Agora o brasileiro terá provavelmente o seu desafio mais difícil, Jon Fitch, um adversário que já bateu feras como Thiago Alves duas vezes e Paulo Thiago, entre outros.      
  "Ele é um cara que complica. Ele sabe derrubar muito bem, segura a luta no chão." Disse Erick. "Não pode dar bobeira contra o Fitch, atacar ele de qualquer maneira, pois ele joga em cima do erro.        "Mas acho que o meu jogo se encaixa bem contra o dele", ele continua. "Ele não é excepcional em diversas áreas, ele faz o feijão com arroz, muito bem. Estou preparado."